O lado negro dos videogames

Pra começo de conversa, eu nem sei porque logo EU estou escrevendo sobre isso! Eu acabei de colocar no meu twitter que é muito confuso escrever sobre o seu próprio problema!

Eu não sou um geek que é fissurado nos mais novos jogos e tem as maiores novidades dos videogames (até porque minha condição financeira não ajuda), mas quando eu encontro um jogo novo eu simplesmente não consigo parar de jogá-lo!

Ok, isso tá parecendo uma daquelas terapias em grupo de alcóolicos anônimos…

O fato é que por dois anos, cientistas de uma equipe internacional de pesquisa analisaram mais de três mil crianças em Cingapura e chegaram à conclusão que um em cada dez participantes apresentam problemas mentais com características patológicas. Para serem classificados como doença, os problemas devem estar afetando não só a aspectos cognitivos da criança, eles devem afetar o seu círculo social na família e na escola.

É incrível como isso se relaciona comigo, pois além de eu não ter um círculo social amplo (eu sou bem fechado para quase tudo) eu tenho alguns problemas em relação à atenção e memória (eu estou me tratando… ou pelo menos estava).

As crianças que eram dependentes dos games tiravam notas ruins nas escolas e eram geralmente depressivas. A vida ao lado dos videogames eleva suas fobias e ansiedade, afinal num jogo de videogame eles têm a vida perfeita! E quando o desligam voltam para o mudo real frio e cruel…

Ah! E parece que os meninos se viciam em videogames mais rápido que meninas. 9% a 12% dos garotos jogam mais do que deveriam, já entre as garotas o número cai para 3% a 5%.

Curiosamente, os mesmos dados das pesquisas feitas em Cingapura são similares aos dados das mesmas pesquisas feitas em outros países com cultura e estilos de vida diferentes.

todos nós precisamos fugir um pouco da realidade

Ok… todos sabemos que qualquer coisa em excesso faz mal e os videogames não são excessão. Muitas pessoas jogam videogames buscando livrar-se das tensões diárias e procurando uma espécie de “válvula de escape” da vida real.

Porém é preciso saber o quanto você pode utilizar os games para distrair-se sem ficar completamente viciado nos videogames.

Segundo as pesquisas, as crianças que desenvolveram problemas mentais jogam em média 31 horas por semana, enquanto as que não são viciadas e não possuem problemas jogam cerca de 19 horas por semana.

Numa divisão matemática bem rústica o correto para não desenvolver os tais problemas seria jogar umas duas horas e meia por dia. Eu sei que é um sacrifício para muitas pessoas como eu que ficam fissuradas em um jogo, mas vale a pena fazer um esforço, afinal é para a sua própria saúde.

A fonte bibliográfica original foi o site do Science Daily (em inglês), mas você também pode encontrar artigos sobre isso no site da revista Galileu e em vários outros sites via google.

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5 thoughts on “O lado negro dos videogames

  1. Caramba, muito interessante! Vai fundo que vc vai conseguir lidar melhor com isso viu =D x.x.

  2. Poxa isso me faz repensar em como eu estou estragando o meu cerebro……
    Ja sei pra tirar a tristeza vou jogar videogame!!! (Naum isso ‘e serio galera cuidado c/ o vicio da tecnologia)

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