Mitologia Nórdica – Parte I – Situação Histórica

Acordando após um longo sono, seu blogueiro vikthorcosta digita mais uma inutilidade. Após pedidos incessantes do meu parceiro de blog, eu vou começar a postar aqui meus conhecimentos sobre…

MITOLOGIA NÓRDICA!!!

Bem, eu não sou nenhum doutor e não sei tudo de mitologia nórdica, eu só sei mais que a maioria das pessoas que eu conheço (convenhamos que eu não conheço muitas pessoas), mas vou tentar explicar da melhor maneira o possível.

O primeiro post vai ser bem chato, pois não vou falar sobre a mitologia propriamente dita, mas sim sobre as origens e a formação dos povos nórdicos.

Tá vendo essa parte branca? É a Península Escandinava, foi de lá que veio "O Senhor dos Anéis" LOL

Para os desavisados, a mitologia nórdica é oriunda dos povos que habitavam o norte da Europa numa era pré-cristã (antes da chegada do cristianismo).

Os índícios mais antigos vêm do séc. I, na chamada Idade do Ferro Européia.

Tais datações vêm dos próprios romanos que estudavam detalhadamente os povos bárbaros que viviam ao seu redor e de quebra ainda faziam um sincretismo, isto é, relacionavam as divindades nórdicas com os seus próprios deuses.

Exemplo bruto: Os romanos diziam que Thor, era o mesmo Hércules…. … Eu não inventei isso…

muito errado...

Esse sincretismo logo nos primórdios da religião germânica fez com que ela fosse sendo alterada e influênciada com o passar do tempo (como toda religião/mitologia).

Lá por volta do século III e IV começaram as migrações dos povos bárbaros.

O que era isso? Os caras peludos, armados e com trancinhas na barba vinham lá do leste do Mar Morto tentando entrar na Europa dos romanos.

Os romanos não deixaram a princípio, mas como a pressão era muito grande, eles deixaram os bárbaros entrar e entrar e se instalar pacificamente em suas terras…

…Aí no séc. V eles destroem o império romano.

Então esses povos, os nórdicos (assim chamados por que habitavam o norte da Europa), foram se espalhando cada vez mais.

Eles desceram para a Dinamarca, ocuparam a Germânia, viajaram para a Islândia, atravessaram parte do oceano para alcançar a Groenlândia…

Espera! Eles atravessaram parte do oceano?

Isso mesmo! Ou esqueci de mencionar que os nórdicos eram…

...VIKINGS!!

Indícios históricos comprovam que no séc. IX, os nórdicos já conseguiam fazer longas viagens através do oceano para assaltar, saquear, fazendo a boa e velha pirataria.

E mil vezes os vikings NÃO USAVAM ELMOS COM CHIFRES, eram os celtas que tinham a crença de que um dia o céu cairia sobre suas cabeças!!!

Após a queda do império romano no oriente e no ocidente (derrubados pelos bárbaros), os ditos bárbaros fundaram reinos na Europa. Muitos desses reinos têm os contornos dos países europeus atuais.

Destaque para os Burgúndios, povo nórdico que nos deixou sagas épicas na qual a mitologia se mistura à própria história do reino (vide o “Anel dos Nibelungos”, da ópera de Richard Wagner que deu inspiração para “O Senhor dos Anéis”).

Com a expansão do cristianismo, vários textos históricos foram sendo destruídos, para que o paganismo fosse completamente suprimido.

Vários sincretismos foram feitos e em alguns textos bem antigos há orações cristãs que invocam Thor e Odin ao lado da Santíssima Trindade como se eles fossem santos.

Porém, eles esqueceram uma ilhazinha beeem afastada da Europa. Uma ilhazinha que fora colonizada por nórdicos e que ficara esquecida do resto do mundo.

Essa ilhazinha se chama Islândia e nela foi encontrado um livrinho muito importante para os mitólogos, chamado de Codex Regius.

Nele estava a Edda em Prosa, escrita por Snorri Sturluson (quem pesquisa já ouviu muito esse nome) e a Edda Poética.

Snorri nasceu no fim do séc. XII e foi um chefe político da Islândia. Ele escreveu a Edda em Prosa por volta de 1220, que é um dos maiores e melhores textos sobre mitologia nórdica existentes.

A Edda em Prosa se divide em quatro partes:

Prólogo, para evitar atrito com os cristãos, ele diz que os deuses nórdicos são os heróis de Tróia que se instalaram no norte da Europa e passaram a ser cultuados como deuses.

Gylfaginning, “A ilusão de Gylfi”. Onde através de um diálogo do rei Gylfi com o sábio Gangleri (Odin disfarçado) é explicado parte da criação e composição do mundo como visto pela mitologia nórdica.

Skáldskaparmál: “Linguagem da poesia”. Que é um diálogo entre o deus Ægir (um gigante/deus do mar) e  Bragi (o deus da poesia) onde eles debatem sobre diversos temas abordando mitologia nórdica e métricas poéticas.

Háttatal: Significa “lista de tipos de versos” a parte mais técnica e menos mitológica da Edda em Prosa, onde Snorri explica sobre poemas e os principais tipos.

Com uma pesquisa rápida, a Edda em Prosa pode ser encontrada para ler, mas é um texto um tanto quanto cansativo.

Já a Edda Poética (minha preferida) é uma compilação de cerca de quarenta poemas divididos entre mitológicos e heróicos, alguns incluídos alguns anos depois.

Entre os poetas que ajudaram a traduzir e organizar a Edda Poética está  J. R. R. Tolkien, o escritos de O Senhor dos Anéis e vários outros clássicos.

Bem, se você leu o post até aqui, posso saber que você realmente é um louco por mitologias como eu. O post deve ter sido muito cansativo, mas no próximo vou postar sobre a criação do mundo segundo os nórdicos, assim como citado no primeiro poema da Edda em Prosa, a Völuspá.

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8 thoughts on “Mitologia Nórdica – Parte I – Situação Histórica

  1. texto maneiro. Balanceou bem a densidade do conteúdo pra não espantar as pessoas. esperando as próximas partes

Se você chegou até aqui, ao menos comente u.u

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