Sobre o Fim da Adolescência

IMG_0427Depois de dois dias tendo que me virar em um quarto escuro por causa de uma lâmpada queimada, tomei uma decisão: subi na cadeira. Com uma outra lâmpada na mão, encarei a antiga no escuro, no quarto iluminado pela luz no corredor. Trocar lâmpadas sempre foi algo cheio de mistérios, daquele tipo de coisa que você não sabe como vai terminar, eletrocutado ou cheio de cacos de vidro na cara. Enfim, desenrosquei a antiga e substituí pela jovem lâmpada, que logo se acendeu, disposta a enfrentar um novo período de iluminação. Estava encerrado o mito, ser adulto não é nada mais do que seguidas trocas de lâmpadas.

Até que não é difícil chegar ao fim da adolescência. Aos 12 anos, te enchem de medo e você tem vontade de continuar criança pra sempre brincando de seja lá o que for (que não envolva garotas), nos momentos dourados da sexta série. Então, para quem acha que não vai conseguir chegar com todos os dedos das mãos e dos pés ao final deste corredor polonês, chamado adolescência, deixo aqui minhas palavras de conforto: calma lá, querido amigo, você nem vai lembrar, as enfermeiras cuidarão bem de você.

Mas o que classifica o fim da adolescência? Bem, para chegarmos a esta resposta, primeiro, devemos responder a outro questionamento. O que é a adolescência? Pois bem, a adolescência, nada mais é, que o dádiva dos seres superiores que foi concedida a nós, para que pudéssemos estar constrangidos o tempo todo. A partir da aceitação deste fato, você deve entender que os constrangimentos DEVEM ser evitados, para que você se torne uma pessoa melhor. Mas, se você não se constrangeu o suficiente, sinto lhe informar, a sua adolescência ainda vai durar um tempinho.

E qual o principal problema com a adolescência? Ela nem deveria ter começado!

Lembra quando você era criança e assistia desenhos na tv, sem se importar se as outras pessoas gostavam ou não? Se você se divertisse assistindo, era o que importava. Se alguém te via com o dedo no nariz ou com as mãos dentro da calça, você parava, dava um sorriso e parava de fazer aquilo… até que ninguém estivesse olhando novamente. Você não estava NEM AÍ se a Carol é metida, nem se a Juliana é um pé no saco.

A conclusão de tudo isso? Seja criança até quando puder, brinque com seus brinquedos, assista seus desenhos, coma sua pipoca. Não tenha medo de postar um videozinho engraçado no instagram, ou uma opinião irrelevante no facebook. E não se esqueça de digitar um texto enorme cheio de ironias e alfinetadas para aquela pessoa com quem você não concorda nos comentários de uma post, mas na hora em que termina-lo, esqueça de apertar o botão ‘Publicar’. Use os constrangimentos da adolescência para evitar a falta de infância na vida adulta. O mundo será mais feliz.

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