O Ciclo do Anel pt. 0 – Os Völsungs

Uma das sagas épicas mais importantes da Mitologia Nórdica é sem dúvida o Ciclo do Anel Amaldiçoado, uma lenda nórdica que no séc. XIX foi adaptada na ópera O Anel dos Nibelungos pelo compositor alemão Richard Wagner.

Optei por não intitular essa série de posts como “O anel dos nibelungos” porque vou me ater à versão nórdica da lenda, e não à adaptação feita pelo compositor alemão. As diferenças são mínimas, mas ainda assim fazem toda a diferença.

O post número zero vai falar sobre a linhagem dos Völsungs, que não necessariamente fala do Ciclo do Anel, mas fala sobre os antepassados do maior herói nórdico, Sigurd, e do surgimento da espada mágica que serviu de inspiração para o mito de Excalibur, a espada Gram.

(avalanche de nomes esquisitos pela frente, vou tentar adaptar sempre que puder -q) Continue lendo

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Mitologia Nórdica – Parte III – Cosmologia e Raças Mitológicas

Não gosto muito de imagens de Yggdrasil, devido ao fato que muitas representações são incompletas ou errôneas.

Terra-Média, Nárnia, Hyrule… Mundos mágicos e fictícios sempre fizeram parte de livros, filmes e jogos de ficção científica. Tal concepção de mundos místicos e paralelos vem primordialmente da Mitologia Nórdica, onde eles acreditavam que o universo continha Nove Mundos dispostos ao redor da Árvore Cósmica Yggdrasill.

Temas que hoje são tratados como mera base para qualquer obra fictícia com temática medieval, foi há muito tempo parte de uma religião que além de crer em nove mundos, cria também na existência de outras raças inteligentes além dos humanos, tais como elfos, anões, gigantes (ou trolls) e também raças divinas, como os Vanir e os Æsir.

E esse é o tema do terceiro post de Mitologia Nórdica no Bloco de Moedas, a cosmologia (organização do universo) e as raças mitológicas. Continue lendo

Trazendo RPGs para a realidade

Um de seus trabalhos mais conhecidos. "O Troll" é uma escultura feita de papel machê e foi concluído em 2006. Clique na imagem para ver a galeria com o passo-a-passo da construção.

Que eu gosto muito de mitologia e temas medievais/fantásticos talvez vocês já tenham percebido, então não é novidade que eu poste algo relacionado aqui.

Kim Graham é uma escultora e artista de Seattle que deve deixar muitos fãs de mitologias e RPGs alucinados!

Suas obras são realmente incríveis! É como se Hyrule, Nárnia, a Terra-Média e todos os outro mundos medievais e místicos tivessem saído de nossa imaginação e pulado para a vida real!

Os sites oficiais da escultora são o http://kimgrahamstudios.com/ e o http://silkmermaid.com/ vale a pena passar um tempinho lá e ver as obras por completo.

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Mitologia Nórdica – Parte II – A cosmogonia

O abismo primordial. Nilfheim ao norte e Muspelheim ao sul.

Cosmogonia é uma palavra de origem grega. Cosmo = universo Gonos/Genos = origem. Neste post, irei tratar justamente do “Genesis” segundo a mitologia nórdica.

As informações estão separadas por todo o Codex Regius, principalmente no poema Völuspá e no Gylfaginning.

No princípio de tudo, não havia nada além do Ginnungagap, o abismo primordial citado no Gylfaginning. Ele caracteriza o vazio absoluto que existia antes da criação nórdica. Continue lendo

Mitologia Nórdica – Parte I – Situação Histórica

Acordando após um longo sono, seu blogueiro vikthorcosta digita mais uma inutilidade. Após pedidos incessantes do meu parceiro de blog, eu vou começar a postar aqui meus conhecimentos sobre…

MITOLOGIA NÓRDICA!!!

Bem, eu não sou nenhum doutor e não sei tudo de mitologia nórdica, eu só sei mais que a maioria das pessoas que eu conheço (convenhamos que eu não conheço muitas pessoas), mas vou tentar explicar da melhor maneira o possível.

O primeiro post vai ser bem chato, pois não vou falar sobre a mitologia propriamente dita, mas sim sobre as origens e a formação dos povos nórdicos. Continue lendo

A história por trás dos vampiros (e lobisomens)

Não estou querendo começar nenhuma discussão, se os vampiros brilham ou não, o que a Stephanie Meyer fez ou deixou de fazer, muito menos exaltar Bram Stocker pelo seu livro “Drácula”.

Eu, como mitólogo de garagem, sempre tentando aprofundar meus conhecimentos sobre costumes mitológicos e folclóricos de várias civilizações, deparei-me com um fator comum entre todas as histórias que envolvem vampiros e lobisomens, a doença chamada porfiria, que nos ajuda a entender a origem dos mitos e superstições que nasceram na Idade Média em torno desses seres folclóricos europeus.

É só mais uma curiosidade que eu resolvi compartilhar com vocês, leiam até o final se quiserem saber se os vampiros brilham ou não. Continue lendo